Evolução do Bilhete Único na Barra

O plano de mobilidade transversal passou por várias fases até chegar ao atual corredor Transcarioca, passando por algumas promessas, como a Linha 6 do Metrô e o Transpan. Nesse meio tempo, foram criadas e extintas linhas e integrações tarifárias, que serão mostradas a seguir.

A primeira medida para realizar essa ligação norte-sul  radial foi a linha 701, que prometia fazer um caminho expresso entre Madureira e a Barra e que, tem o traçado bem parecido com o do Transcarioca. Mas só bem depois que foi ter integração com o trem. Inicialmente, só algumas linhas tinham integração com o trem, só depois que qualquer linha passou a possuir tal integração.

Em 2008, foi feita a integração “Ônibus Ônibus Barra”, em que somente algumas linhas tinham o privilégio de receber desconto (20%) na segunda passagem. Foi nessa época em que eu comecei a usar o bilhete eletrônico (Rio Card). Para ir à Zona Sul, conseguia desconto no 175 (atual 314) e no 2016 (atual 318), mas ia sempre no segundo, porque o primeiro quebrava muito e o segundo ainda tinha ar. Pegar o 2016 ainda saía mais barato que pegar o 360 ou 382, porque estes não faziam a integração e era a minha alegria de pobre ir no ar condicionado (na época, ônibus com ar era mais caro) e pagar a menos. Outra integração que eu usava era o ônibus do Pan (atual 614) com o 696A ou 634A (atuais 616 e 913). Apesar de ser chamada Integração Barra, ela também servia para se deslocar da Zona Norte para o Fundão, através das linhas 296 e 311. Algumas linhas chegaram a usar o adesivo da foto acima, para divulgar a integração. Hoje em dia, com o Transcarioca, até linhas da Baixada colocam na vista “Integração BRT Barra”, mesmo deixando no Fundão, em Madureira ou em Vicente de Carvalho. Outras, preferem a vista mais realista de “BRT Madureira” e “BRT Campinho”. Até a 1001 adotou essa tática, mas eu não acredito que uma pessoa use o 760D para ir para a Barra descendo no BRT do Fundão, é mais rápido descer na Rodoviária ou pela Brasil e pegar o 315 ou o 361.

Foto retirada do Ônibus em Movimento

Detalhe do adesivo da Integração. Foto retirada do Ônibus em Movimento

Ainda em 2008, surgiu o Caxias x Barra, que, quando começou a passar pelo Fundão, se tornou a primeira linha regular a fazer a ligação Fundão x Baixada de Jacarepaguá. E, principalmente após o bilhete único intermunicipal, em 2009, se tornou uma linha vantajosa para deslocamentos dentro do próprio município do Rio, poupando tempo e dinheiro. Mais tarde, ainda em 2009, mais linhas Baixada x Barra foram inauguradas e destaco as linhas da Cruzeiro do Sul, 410T e 420T, que, até hoje, passam pela Cidade de Deus e pelo Fundão, fazendo o caminho mais rápido entre a Barra e Jacarepaguá até a Maré e o Fundão, dando uma contribuição real na diminuição de carros neste trajeto, ao ser uma opção com menos transtornos com relação às linhas municipais que seguem a linha amarela, lotadas no horário de pico.

Inauguração da linha 415T Caxias x Barra, em 2008. Foto retirada do Busologia RJ

Inauguração da linha 415T Caxias x Barra, em 2008. Foto retirada do Busologia RJ

Em 2010, começou o Bilhete Único Carioca (linhas municipais), mas não incluía ônibus com ar condicionado. Isto significa que eu abandonei o 2016/318, mas ganhei o 360 e o 382. E, finalmente, em 2013, os ônibus com ar condicionado foram incluídos, e agora, ninguém precisaria mais ficar vendo se o ônibus era com ou sem ar (porque, com a padronização da pintura, não tinha mais diferencial nas linhas com ar), todos aceitam a integração (exceto, claro, os “tarifa”: frescões de 1 porta).

Ano passado (2014), foi inaugurado o Transcarioca, mudando um pouco a dinâmica dos deslocamentos. Para fazer o deslocamento Fundão x Barra (ponta a ponta da Transcarioca), ainda é mais vantajoso pela Linha Amarela, mas, permite a possibilidade de fazer o deslocamento sem baldeação. Até mesmo localidades próximas da Barra, como a Taquara, ainda podem levar vantagem em ir pelo caminho reto e engarrafado (feito, atualmente, pelas linhas 991A e 900), dependendo do horário, mas o BRT, em geral, leva a melhor a distâncias médias. E, com o Transcarioca, como forma de compensar a perda das linhas diretas, foram criadas as linhas alimentadoras, que permitem até 3 viagens com uma só passagem, desde que uma dessas viagens seja num BRT e a outra, numa linha alimentadora. A terceira pode ser outra linha alimentadora, uma linha convencional – municipal ou intermunicipal  – ou trem – ou até mesmo barca, se você fizer alguma aventura do tipo Praça XV – Cocotá + 910A + BRT.

A expectativa é que, num futuro próximo, o bilhete único tenha menos restrições, como poder ser usado mais de duas vezes ao dia ou ter limite de horário, mas não de baldeações, e que possa ser usado com desconto em qualquer linha de metrô ao invés de dar desconto só em algumas linhas premiadas de integração (como era com o trem e com o “Ônibus-ônibus Barra”.

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