Mudanças de números dos ônibus do RJ

Um desabafo sobre as mudanças desnecessárias nos números de ônibus

Alguns anos atrás, havia um problema com a numeração dos ônibus que confundia os passageiros. Algumas linhas possuíam variantes, muitas vezes totalmente diferentes do original (como 175, 267), e precisavam ser reorganizadas. Mas, enquanto tínhamos um 175 Linha Amarela se transformando em 315 para facilitar, por alguma necessidade desnecessária, todos os números originais das linhas também tiveram que mudar, no exemplo, o 175 via zona sul, que poderia ficar como 175 mesmo, virou 308 e 314.

No ano de 2014, a prefeitura decidiu avacalhar de vez a numeração. Algumas linhas de ônibus, que mudaram um pouco seu itinerário (261, por exemplo), tiveram sua numeração modificada. Por quê? E, como cereja do bolo, a extinção e encurtamento de linhas com o Transcarioca mostrou que o bom senso passou longe. Vou mostrar mais para frente alguns casos que ilustram essa confusão toda.

O padrão inicial, dos anos 90, era mais ou menos o seguinte. A centena 100 era para linhas perimetrais sul, isto é, ligavam a cidade ao centro pela zona sul: 125, 175, 126… A centena 200 era para perimetrais norte: 268, 298, 260. A centena 300 tinha linhas pela Avenida Brasil e também linhas pela zona Sul (382 e 387). 400 para transversais norte-sul (485, 455), 500 para transversais sul (523, 581), 600 para transversais norte (636, 624), 700 para transversais oeste (JPA) (734, 750), 800 para transversais oeste (Campo Grande) e 900 para Ilha e Zona da Leopoldina. Podia ter algumas falhas, mas é o que estava aí, trocar esse sistema por outro igualmente com falhas é desgastar a população a troco de nada.

O novo sistema não olha a trajetória da linha, só vê a origem e o destino. Antes, o 755 fazia sentido por cruzar Jacarepaguá, agora, passou a ser 465 só porque o início é na Zona Norte e o fim na Zona Sul, e é totalmente oposta ao objetivo das linhas 4XX. Mas não se preocupem comc o 465, ele já vai mudar de número de novo e virar 565A. Com a Transcarioca, também vão mudar o 353 e o 346, que tinham mudado de número, antes 266 e 267. Só que, segundo os padrões, eles poderiam ter o número 266 e 267 novamente, já que agora serão Norte x Centro e 2XX para Norte x Centro está permitido. Então, já que o 353 vai ser separado entre Rodoviária x Madureira e 953A Cidade de Deus x Taquara, por que não deixá-lo ser 266 de novo e manter o 953 como sendo 353?

Por que cargas d’água inventaram de colocar esses 9XX em Jacarepaguá, quando eu já achava desnecessário os 8XX. O curioso é que, em Jacarepaguá, várias linhas 7XX viraram 8XX e, em Campo Grande, aconteceu o inverso. Parece pegadinha. Porque, na cabeça de quem gerencia esse negócio aí, só tem o começo e o fim, não tem o meio, que é justamente onde a coisa funciona. Quem gerencia isso aí não pega ônibus, não olha informação no ponto de ônibus, que tem placas com linhas antes de 2009, outras com as linhas entre 2009 e 2014, e outras ainda com as atuais.

Então, deixo a questão no ar. Se o sistema de numeração já está sem lógica, por que tornar o 748 em 878, ao invés de deixar simplesmente como 748? O mesmo para 900 em vez de 700. 265 em vez de 261.

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